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SHIVA

Vi a fúria da tempestade

Vi a revolta do mar


Vi a terra revolver-se

E Shiva estava lá.

Vi o homem debater-se

E o ato desastrado,

de pessoas destemidas

E tudo que estava por vir

Vi tudo o que poderia ser


Transformar-se em pó.

E Shiva estava lá.

E da fúria, e da revolta, e do revolver da terra

Vi , contudo não sei o que.

Talvez temer o impensável.

Viver o inominável.

Sentir o inesquecível.

Com certeza o certo é a ausência,

Do vazio que abomino.

O Ser por tão incompleto,

Erra ao ver o mundo

Pois todos os sentidos

Fracionam a verdade,

E o que nos parece lógico

Errôneo torna-se.



Hallan de Oliveira

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